
leva-me aonde quer que vás. protege-me ; resguarda-me aonde quer que estejas. dos teus mil quatrocentos e quarenta minutos diários, peço-te um. um minuto que seja para que penses em mim, mas pensa por favor. faz-me sentir que vou estar sempre presente contigo, aonde quer que cada um de nós vá, em qualquer que seja o ponto de separação ou de encontro.
o que importa é que haja sempre entre nós este ponto de retorno, esta maneira de andarmos sempre aos círculos, a encontrarmo-nos.
eu rogo para que seja sempre desta maneira, que nunca sejam precisos mapas para que te encontre. o meu mapa és tu, sem ti não encontro o caminho para qualquer que seja o destino de felicidade. só tenho uma bússola, só me aponta um ponto, que és sempre tu. para onde quer que eu vá hás-de ser sempre tu o meu Norte, e com as tuas nortadas viras tudo do avesso, acrescentas a tudo um quanto baste de loucura.
e é esta doce loucura a qual me habituaste que dá sentido a minha vida. quando te tenho por perto não consigo pensar em mais nada. sei que um dia vai acabar, pela lei da vida em que nada é eterno. e prefiro não pensar em quando já não te tiver por aqui. quando um dia o fim for derradeiro e eu esperar meses pelo ponto de retorno e ele não chegar.
prefiro pensar que vai ser sempre assim até ao ultimo dos dias. que vamos ter sempre os dois dezasseis anos e vou estar sempre eu abraçada a ti com o sol a bater-te na cara, o beijo roubado, os teus olhos a fitarem os meus e eu atenta à espera que digas que me amas. e quando o dizes eu só consigo sorrir e é ao pensar nesses segundos que eu chego à conclusão que não quero nem posso pensar no futuro. porque não consigo imaginar a minha vida completamente despregada de ti, pelo menos por enquanto.
“ uma pessoa quase igual a mim.”; se ainda assim for só espero que tenhas dentro de ti todos os meus pensamentos, tudo quanto espero de ti e de nós.
o primeiro beijo é irrepetível, o primeiro amo-te é irrepetível. mas o nosso amor tem eco, há-de sempre propagar-se.
