
imune ao amor, dizia.
são quatro letras, não passam disso. conjugadas dão-te um nó no estômago, fazem as mãos tremerem ao compasso de uma voz com timbre de receio. os olhos nada veêm para além do chão, sentes-te de um tamanho desprezível, nesse momento se olhares para cima, verás muito lá no fundo o céu com a certeza que nunca poderás tocar-lhe.
são na verdade nove letras : a-r-m-a-d-i-l-h-a .
é a pior das prisões, pois não tens consciência de um porque, nunca obterás uma explicação plausível.
amas porque amas, sentes-te acorrentado a alguem , sentes que nunca vai acabar, por muito que saibas que não durará para sempre não consegues imaginar o final. é um dia de inverno que vives sem querer, mas que não pedes para que acabe, depois de te habituares ao frio passas a fazer parte dele, se a temperatura aumenta um grau que seja, aquele deixa de ser o teu habitat, passa a não ser mais nada senão aquilo que é. não há fianças, nem saídas a meio do tempo por bom comportamento, nem sequer podes caracterizar qualquer reacção. a partir do momento em que te entregas a alguém deixas de ser tu mesmo, qualquer que seja o verbo, não fará sentido se não for conjugado na segunda pessoa do plural.
por trás de cada dez dedos que se entrelaçam reside uma história, de duração mais curta ou mais longa. seja ela complicada, óbvia ou algo de filme , completamente platónico, a história reside. em cada história, uma lição, uma lição que mais tarde será invertida e aliada ao verbo arrepender, o que constituirá muito mais que uma lição , um passo atrás a cada nova história que surge. um dia que deixe de escrever , será o dia em que perderei a capacidade de amar. um dia que me canse da necessidade de expor os sentimentos, nunca totalmente.
por muito que queiramos ou tentemos, haverá sempre uma capa. os sentimentos nunca se despem totalmente, e o tempo nunca é suficiente para que sejam explicitados totalmente. talvez porque o amor não seja algo feito para explicar,embora muitos defendam que nem sequer devia ser vivido. como se estivesses aqui neste momento, sentado ao meu lado, a olhar para o meu ar confuso enquanto que mato as palavras a cada tecla batida. como se a seguir ao último sinal de pontuação que aqui colocar te pudesse simplesmente abraçar, sem necessidade de palavras ou mais nenhuma acção, tu saberias sem problema o que aquilo significaria. muito mais que um "obrigado", um " é para ti."
e mesmo sem me dar conta a brisa levaria ela mesma o avião pela janela, sem mesmo contar ele voaria.
quando uma história acaba , outra não tem logo de começar. a história de um amor começa muito antes de a caneta sequer tocar no papel. são deixadas no inicio várias páginas em branco, representativas de um destino e de caminhos que mais tarde se cruzarão. e é a partir do momento em que se cruzam que a história começa realmente a ser escrita a caneta, pois queiramos quer não é enquanto amamamos que conseguimos realmente viver a vida na sua plenitude. por isso mesmo, pela existência de páginas soltas e por preencher, as histórias não têm de ser seguidas.
podem ser deixadas páginas em branco, como aquela que foi arrancada para um avião de papel.
se pudesse entraria neste momento num avião de papel, viajaria pela noite, incertamente, sem qualquer destino e muito mais que o avião o vento levaria no seu embalo todo o sentimento. em mil e uma maneiras de representar e demonstrar sentimentos, amor escreve-se com quatro letras,representando sempre as nove de armadilha. mas escreva com quantas letras se escreva , todo o nome dado ao amor tem algo em comum.
a seguir terá sempre um ponto final.
são quatro letras, não passam disso. conjugadas dão-te um nó no estômago, fazem as mãos tremerem ao compasso de uma voz com timbre de receio. os olhos nada veêm para além do chão, sentes-te de um tamanho desprezível, nesse momento se olhares para cima, verás muito lá no fundo o céu com a certeza que nunca poderás tocar-lhe.
são na verdade nove letras : a-r-m-a-d-i-l-h-a .
é a pior das prisões, pois não tens consciência de um porque, nunca obterás uma explicação plausível.
amas porque amas, sentes-te acorrentado a alguem , sentes que nunca vai acabar, por muito que saibas que não durará para sempre não consegues imaginar o final. é um dia de inverno que vives sem querer, mas que não pedes para que acabe, depois de te habituares ao frio passas a fazer parte dele, se a temperatura aumenta um grau que seja, aquele deixa de ser o teu habitat, passa a não ser mais nada senão aquilo que é. não há fianças, nem saídas a meio do tempo por bom comportamento, nem sequer podes caracterizar qualquer reacção. a partir do momento em que te entregas a alguém deixas de ser tu mesmo, qualquer que seja o verbo, não fará sentido se não for conjugado na segunda pessoa do plural.
por trás de cada dez dedos que se entrelaçam reside uma história, de duração mais curta ou mais longa. seja ela complicada, óbvia ou algo de filme , completamente platónico, a história reside. em cada história, uma lição, uma lição que mais tarde será invertida e aliada ao verbo arrepender, o que constituirá muito mais que uma lição , um passo atrás a cada nova história que surge. um dia que deixe de escrever , será o dia em que perderei a capacidade de amar. um dia que me canse da necessidade de expor os sentimentos, nunca totalmente.
por muito que queiramos ou tentemos, haverá sempre uma capa. os sentimentos nunca se despem totalmente, e o tempo nunca é suficiente para que sejam explicitados totalmente. talvez porque o amor não seja algo feito para explicar,embora muitos defendam que nem sequer devia ser vivido. como se estivesses aqui neste momento, sentado ao meu lado, a olhar para o meu ar confuso enquanto que mato as palavras a cada tecla batida. como se a seguir ao último sinal de pontuação que aqui colocar te pudesse simplesmente abraçar, sem necessidade de palavras ou mais nenhuma acção, tu saberias sem problema o que aquilo significaria. muito mais que um "obrigado", um " é para ti."
e mesmo sem me dar conta a brisa levaria ela mesma o avião pela janela, sem mesmo contar ele voaria.
quando uma história acaba , outra não tem logo de começar. a história de um amor começa muito antes de a caneta sequer tocar no papel. são deixadas no inicio várias páginas em branco, representativas de um destino e de caminhos que mais tarde se cruzarão. e é a partir do momento em que se cruzam que a história começa realmente a ser escrita a caneta, pois queiramos quer não é enquanto amamamos que conseguimos realmente viver a vida na sua plenitude. por isso mesmo, pela existência de páginas soltas e por preencher, as histórias não têm de ser seguidas.
podem ser deixadas páginas em branco, como aquela que foi arrancada para um avião de papel.
se pudesse entraria neste momento num avião de papel, viajaria pela noite, incertamente, sem qualquer destino e muito mais que o avião o vento levaria no seu embalo todo o sentimento. em mil e uma maneiras de representar e demonstrar sentimentos, amor escreve-se com quatro letras,representando sempre as nove de armadilha. mas escreva com quantas letras se escreva , todo o nome dado ao amor tem algo em comum.
a seguir terá sempre um ponto final.
