Pega nos dez mil esquemas que crias e mata sede à tua estúpida vontade incessante de controlar o que te foge, o que não guardas. Faz de conta que nunca foste em busca do que querias, que não assassinaste o que eras para agradar a alguém, que não mudaste de mundo por uma pessoa que não deu um único passo em direcção a ti.
Rasga os mil postais e as mil e umas cartas, os “querido diário” impregnados de um perfume que te asfixia as ideias e te sufoca. Parte sem a música repetida em descalabro na tua cabeça, não decidas o que o destino decidiu por ti. Morreu? Partiu? Sim. Não volta. Nunca.
Naturalmente jogador. Tens o natural dom de … perder ? O jogo na mão, confuso e precipitado. Estás vencido, completamente. Só estavas aqui pelo interesse de jogar, nada mais te interessava, pois não?
Agora as cartas voaram para longe, uma perdida em cada canto, riscadas, rasgadas. Valete de espadas no chão. Dama : é a vencedora.
Fogo, tantas más notícias. É tudo uma merda, não é?