quinta-feira, 29 de março de 2012
Era.
E era amar-te assim sem nada pedir, sem nada perder para devolver. Sem nada a dizer, com todo o encanto a pairar, soltos e vivos, poemas de amor pelo ar. Era assim. Seria tão justo voltar aos tempos de sorrisos jorrados, de abraços apertados e fins do dia sem fim. Entrelaçados nos lençois, sem noção do antes e depois, sem pedir contas ao tempo, sem qualquer intenção de rasgar o véu ao momento. A vontade de querer ficar, o desejo em persistir e quebrar o mundo para que ambos caissem na mesma vala. As mil velas acesas, a luz que nunca se apagava. O amor sem prazos, o amor sem enigmas. Seria a vida tão fácil de viver sem estes tempestuosos casos, sem todo este festival de sentimentos, muitas vezes negligenciados. Foram tempos de música e paixão, amor de lua e sol de verão, de beijos pacientes, olhos cheios de felicidade. Foram tempos que ensinaram ao tempo o sorriso esquecido, foram tempos de glória e de querer. Foram tempos em que eu perdida soube amar-te mais do que amei alguém e a mim própria, tempos que me ensinaram que jamais se deve amar assim.